quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Trump ou Trampa?

Os que me conhecem, conhecem as minhas dificuldades no uso da lingua inglesa (que me querem apresentar como universal e culta).
A minha ultima "calinada" foi confundir Trump com Trampa.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Ninho de cucos

A análise serena dos acontecimentos que se sucederam às eleições legislativas é trabalho de casa que se recomenda.
Aqui, lanço alguns “bitaites”.

PSD e CDS optaram por uma postura trauliteira e por uma total incontinência verbal.
A uma ordinarice seguia-se outra ordinarice maior. Tudo valeu.
Vindo do CDS compreende-se. Ao complexo de inferioridade juntaram a sua matriz de extrema-direita.
Já no PSD, não se compreende. Esperava-se mais lisura.
O que aconteceu, principalmente depois da «irreversibilidade» de Portas, foi a transformação do PSD na caixa de eco de Portas.

Portas usou para com o PSD a estratégia do cuco.

È legítimo hoje considerar que, se houve uma inversão no PS, esta se deve à radicalização de direita que ocorreu no PSD e não tanto a um desejo de aproximação à esquerda.
Por outro lado, no PS, os que, usando também linguagem com pouca lisura, se manifestaram contra o acordo com os partidos de esquerda, deixaram ficar claro que o PS, deixou de ser o seu «ninho».
Há pois, nos dias de hoje, partindo dos pressupostos que não vão haver alterações de rumo, um conjunto muito significativo de cidadãos que não se revêm nos partidos onde até agora participaram.

Pode ocorrer num futuro muito próximo um ajustamento.
Espaço para que ele ocorra existe.

Por isso, convém projetar o futuro, com os olhos postos no presente (sem talas) e não concluir que ele será a projeção do passado.
Alguns devem ter aprendido com os resultados das últimas eleições que projetar o passado não dá bom resultado.
Quando se aperceberam, o arco tinha caído.

O mesmo, deve ser considerado para as eleições presidenciais que se avizinham.
Os revanchistas esperam que elas sejam a 2ª volta das eleições legislativas.
Não lhes ficaria mal alguma cautela…

Depois não gritem.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Revisão Constitucional


Proposta

As eleições deixarão de ser para a Assembleia da Republica e passam a ser eleições para chefe. O partido mais votado (se for o PSD) designa o chefe.
Esse chefe escolhe os deputados (metade e mais dez, não vá o diabo tecê-las). Os restantes serão distribuídos pelos outros, que para o efeito, apresentarão as listas para prévia aprovação do chefe.
O chefe escolhe o governo.
Em situação alguma os deputados podem censurar e muito menos apresentar moção de censura ao governo escolhido pelo chefe.
Se por alguma razão o partido mais votado não for o PSD, o ato eleitoral repetir-se-á as vezes necessárias até se conseguir esse desiderato.
O chefe, assim democraticamente eleito, apresenta cumprimentos e apresenta os ministros ao outro chefe (no caso deste ser do PSD) no prazo que o chefe entenda.

Fundamento

Desta forma, pretende-se acabar com o regabofe, a ilegitimidade, a golpada, o descaramento, a heresia, a grotesca traição à tradição que está presente no entendimento entre O PS; BE; PCP e PEV que, só porque têm uma larga maioria de deputados, se julgam no direito a formar governo. Era o que faltava!

Adenda

É que os homens (do PSD e do seu apêndice) berraram tanto: ganhámos! ganhámos! Que se convenceram de tal forma que ganharam e ainda não tiveram tempo para contabilizar as baixas: em número de deputados e em número de votos.
A mim, parece-me que foram os únicos a perder…ah…parece que o MRPP também perdeu!

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Eureka

No sentido que lhe foi dado por Arquimedes...

A solução está nas cagarras e nos sábios. Ou... nas sabias cagarras.
Os que elegeram mais deputados não os têm em número suficiente para dar suporte ao desgoverno e este não passa na Assembleia?
Pois então fica - custe o que custar - assim o determinam os sabios e as cagarras.
Se não for esse, arranja-se outro! Igual- claro.
A Constituição determina...
Chega! Basta! Nem mais uma vez tal alusão.
A solução é a que ditarem os sábios e as cagarras.
Mas a estabilidade...
Chega! Basta! Nem mais uma vez tal alusão!
Até porque a estabilidade é a estabilidade da estabilidade não é a estabilidade.
Perceberam?
Por isso basta. Não quero mais tal alusão!
A solução...

BASTA.

sábado, 14 de novembro de 2015

Em nome de Deus

Que Deus é este ?
Seja quando é invocado para a barbarie em Paris ou em Bagdad?
Não pode haver Deus quando há barbarie.

Idade da pedra

Diz um tal...que parece que em Portugal  estamos na idade da pedra (isto porque considera medonho o acordo do PS - de que foi ministro - e os partidos de esquerda).
Então não é que a mim me parece o mesmo sempre que vejo a carontona dele, seja quando aparece como vendedor de shampoos, seja quando larga estas patacoadas?

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Apontamentos para memória futura

Apontamentos para memória futura

Nestes momentos em que aguardamos que, não haja quem, como fez num tempo muito recente, atire mais gasolina para a fogueira, sinto a necessidade de proceder a alguns apontamentos, que designo de conceptuais e que se destinam a memória futura.

Primeiro
Não partilho da designação que se atribui ao provável próximo governo de iniciativa PS. Designá-lo por governo de esquerda é designação que deu jeito à diatribe que tem andado à solta. Julgo que a designação correta será centro esquerda. A não ser assim, há muita coisa que não faz sentido. Mas creio que não há dúvida, que assim é. E daí não vem nenhum mal. É da natureza das coisas dar o nome às coisas.

Segundo
Ninguém capitulou. Quero sentir-me como me senti até aqui. Com o direito ao protesto. Com o direito à esperança. Dar um abraço a um amigo não faz dele mais que isso. Um amigo.

Terceiro
As cumplicidades, são as cumplicidades acordadas. E nelas não creio que se inclua a anulação da identidade de cada um dos contraentes.

Quarto
Considero insuficiente o salário mínimo proposto. Considero abusiva a manutenção do congelamento (por mais três anos pelo menos) das carreiras da função pública. E vou continuar a dizê-lo.

Quinto
Os acordos entre o PS; PCP e BE são, e isso não só é muito como quase vale pelo todo, a materialização de um ato fundador da esperança. O princípio do fim de um tempo (longo) tenebroso.

E é muito. Muito.