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terça-feira, 1 de março de 2011

CCCG

CCCG

Eis Março.
Prenuncia-se a Primavera.
Os dias estão cheios de sol e há uns bafejos solarengos que nos aquecem os ossos e preparam a nossa desibernação .
Preparamos as máscaras e as patifarias carnavalescas.
Depositamos casacões e mesmo tremendo de frio vestimos apressadamente trapinhos mais frescos.

Talvez passe a ser assim.
Talvez passe a escrever sobre o tempo.
O sol, as andorinhas.
Talvez me dedique aos meus hobbies e escreva sobre poejos, hortelã da ribeira, cardos, cogumelos e espargos.
Talvez.

Mas é assim aqui. Noutros sítios não
E também sabemos que mesmo aqui ainda virá chuva e dias sem sol solarengo.
Sabemos que é sempre assim - assim tem sido - esta sucessão .
E assim sendo e mesmo inseguro , vou continuar a falar por força dos impulsos que me vão impelindo para os mais diversos sítios e coisas.
Por força deste espojinho, que serena mas decididamente me vai movendo.
Que os abrigos em que nos protegemos das tempestades não se transformem nas nossas próprias masmorras.
Adiante

Num primeiro impulso confronto-me com a violência da afirmação patética proferida por Kadafi em que afirma, delirando, que o povo o ama e ele fará tudo para proteger o povo.
E o povo, mesmo sob as rajadas (de amor?) clama pela sua saída. Outros, muitos, atropelam-se nas fronteiras para procurar abrigos de paz.
E enquanto homens, mulheres e crianças são chacinados por lutarem pelo direito a poder serem seres, por aqui discutem-se as consequências no aumento do petróleo e nos incumprimentos das metas para reduzir os déficites.

E tinha eu pensado em escrever sobre tempo…porque receava escrever sobre…legalidade e legitimidade ( a propósito de uma sentença que condena um bloguer ).

Coisas dos impulsos.
Mas penso voltar à questão da legalidade e da legitimidade.
Mas com CCCG (com cautelas e caldos de galinha).
A partir de agora, sempre
CCCG

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

ANIVERSARIO



Faz hoje um ano que este espojinho se anunciou.
Sabendo ao que vinha não sabia no entanto como viria e quanto tempo se demoraria.
Deambulou, com maior ou menor intensidade, pela sua cidade, pelo seu país e pelo mundo.
Ao sabor de impulsos emocionais e norteado por imperativos morais foi expondo os seus pontos de vista.
E em silêncio, num silêncio cúmplice que se pressente, foi ganhando simpatias e partilhando amizades.
Albergou 194 textos.
1974 (lindo número se o associarmos a uma data) visitas.
2968 páginas visitadas.
560 visitantes de 30 países dos quais se destacam: Portugal (naturalmente), Espanha; Brasil , Venezuela.
Em Portugal, teve visitas oriundas de 43 localidades com destaques para: Évora; Lisboa; Porto; Portalegre; Funchal; Barreiro; Braga; Setúbal e Almada.
Quis, por vezes, assentar. Tornar-se temático, incidir só sobre a sua cidade, mas o turbilhão de acontecimentos impôs-lhe outras opções.
E assim parece que vai continuar a ser.
E mesmo hoje, no seu aniversário, não pode deixar de emitir uma nota, um pequeno comentário:
No dia em que, no 2.º acto da peça encenada em torno do orçamento, os actores saíram de cena anunciando a ruptura, o serviço noticioso da RTP, de certo inspirado na mesma senda melodramática, apresentava-nos os mais tenebrosos cenários. Para os fundamentar recorreu a gráficos, gravações, declarações e a todo a panóplia de instrumentos usados em filmes de terror.
Interessante foi ver a apresentação das contas com as perdas verificadas nesse dia no joguinho da bolsa. Este joguinho, como jogo que é, tem perdas e tem ganhos, é conforme está o vento e mesmo quando muda continua a ser conforme está o vento. Mas naquele dia perderam-se milhões porque não houve acordo.
Só que, no dia seguinte, o vento estava de ganhos. Expressivos disseram, e fiquei curioso por saber a que se deviam e esperei para ver à noite o noticiário da RTP.
Até hoje, aguardo.
Adiante pois, porque hoje o espojinho faz anos.
Tenham um bom fim de semana e continuem preocupados: o país vai ter orçamento.
Aos amigos que têm acompanhado este ano de desabafos, um abraço.
Nós acreditamos e lutamos por melhores dias.
Haverá um dia essa alegria.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Sol a mais na moleirinha




Está calor por aqui.
Muito.
Mas são claros os dias.
Parece contradição, mas não é e os Alentejanos sabem-no bem: estes dias quentes propiciam reflexões frescas.
Um pouco como a água que vem fresca no caldeiro tirada de um poço envolto na terra quente.
Não é pois tempo para divãs e muito menos para psicanálise.
Há muita coisa à nossa espera.
A luta, com acções de rua já marcadas para dia 8.
Os amigos e companheiros de luta.
A bebida fresca no silêncio da cálida noite.
A cidade dos nossos reencontros mesmo que esta esteja deprimida por maus tratos.
O campo, nos seus cantos ainda livres e onde talvez encontremos um regato de água fresca.
A sombra de um freixo.
O chilrear de um melro no silvado já prenhe de amoras silvestres.
O sol.

Sempre por aqui ouvi, quando alguém perdia um pouco o controlo de si:
“coitado…sol a mais na moleirinha”.
Vou cuidar melhor de melhor me proteger e beber mais água fresca.

Mas sabemos que não foi o sol…

Porque sei que há amigos que em silêncio acompanham este espojinho.
Em silêncio também, o meu abraço.
Vamos continuar.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

O espojinho no divã



Por razões que nada acrescentariam para a razão, o espojinho tem-se remetido a um período de reflexão.
Talvez por causa do calor.
Talvez por estar apreensivo com os alertas - por causa do frio, do vento, da chuva, dos pólen(s), dos raio ultra violeta e agora, por causa do calor, dos raios de calor, do perigo de incêndios - talvez…
Talvez porque Portugal perdeu e o nosso cristianinho já é chamado de embuste na imprensa internacional.
Talvez porque cada vez menos suporte a cândida figura- por aqui dizemos fronha - dos que nos lixam, dos que apoiam os que nos lixam e os que dizem que é insustentável o que eles próprios criaram de insustentável.
Talvez porque o espojinho, porque é mesmo um espojinho e percorre diversos temas, diversas latitudes, passa por Évora, parte em viagem, enreda-se por vezes em melancólicas ternuras e em outras em insuportáveis azedumes, talvez, dizia, esteja a precisar de momentos de menor intensidade e de percorrer a planície com a calma que a «calma» impõe.
Talvez porque se interrogue sobre a importância da sua própria existência ou mesmo da razão para tal.
Talvez.
Talvez porque ele é mais uma razão para quem o escreve do que para quem o lê.
Talvez.
Veremos.

terça-feira, 23 de março de 2010

Um cento



Conforme havia anunciado hoje vou abrir as portas para coscuvilhar um pouco das intimidades do «espojinho»
Atinge-se assim o 100 texto publicado.
O que começou por ser uma coisa experimental, desenquadrada dos picos de moda e que tinha como razão a necessidade de, de alguma forma me pronunciar sobre as minhas (e de muitos) apoquentações, constitui-se agora como mais um factor para dúvidas, ou mesmo para a dúvida essencial: que fazer?
Confesso que este é um exercício mais exigente do que o que havia imaginado e acima de tudo pesa pelo solidão e pelo silêncio que impõe, embora saiba que é crescente o número dos que ouvem o ruído dos meus silêncios.
Alguns números: 900 visitas de mais de 26 países. 320 visitantes (sei que alguns de forma muito fugaz).
Não esperava.
Para os que o têm seguido, decerto se aperceberam que se subordina a uma orientação mais determinada por reacções emotivas do que propriamente por uma determinada temática, embora pesem temas políticos, económicos e os enquadrados numa determinada perspectiva das ciências sociais.
Quem sabe o que é e já viu um espojinho, sabe que é difícil prever-lhes rumo e duração.
Aproveito este texto para prestar uma informação

Simplex

Em 2008 alteraram regras várias sobre as cartas de condução e publicaram legislação para o efeito. Foi simples, pois já se trabalhava simplex.
Tão simplex que eu, que não me considero propriamente um fora da lei, me apercebi hoje que já há algum tempo sou um …
Além de não me considerar tal, tenho ainda boa opinião (veia narcisista) sobre o meu nível de informação geral.
Mas pelos vistos não foi suficiente.
Para ajudar algum amigo tão incauto como eu informo (isto é serviço público) que as cartas de condução (B) devem ser renovadas quando perfazemos 50 anos (depois aos, 60; 70 e depois de 2 em dois anos) independentemente da validade que tenha na carta actual.
Se perfez 50 antes de 1 de Janeiro de 2008 então só renova quando completar os 60.
Se deixar passar dois anos sobre a data em que deveria proceder à renovação… inscreva-se numa escola de condução e candidata-se à obtenção do título. ..
Não teria sido muito dificilex terem informado, não é?
Mas sabemos que a informação não é amiga, prejudica, porque…informa e cidadão informado é cidadão avisado.
E disto anda o poder (e vizinhos) avisado.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Um abraço, amigos



Como todos, julgo, os que percorrem os caminhos da blogofonia, dedico uma parte do tempo de «navegação» a tentar perceber os outros, lendo-os.
Os outros com que me identifico, obviamente.
E é com alguma estranheza que me vejo envolto, sozinho, nesta apoquentação permanente com o drama dos nossos compatriotas madeirenses.
Este é o terceiro texto em que me sinto toldado pela tristeza e pela incapacidade de encontrar as palavras (já que a distância não facilita outra atitude) que de alguma forma pudessem contribuir para aliviar a dor dos que sofrem.
Sabemos que a vida continua e que a luta continua.
Mas eu, de momento, pretendo travá-la assim, a luta.
Este é o texto possível do 1.º dia de luto pelas vítimas da tragédia da Madeira.
Envio pois mais um ramo de flores.
E mais farei, garanto.
Do pouco que está ao meu alcance.
Um abraço, amigos.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Um abraço aos madeirenses




Havia planeado abordar outra temática mas as trágicas noticias que nos chegam da Madeira, alteraram as minhas intenções.
Cingir-me-ei à manifestação de clara solidariedade para com os nossos compatriotas e a uma palavra de pesar pelas vidas perdidas.
Agora é hora de tratar dos vivos e de respeitar o luto.
Haverá tempo para apurar responsabilidades.
Como português do continente o meu singelo apoio aos portugueses da Madeira e um pequeno reparo para que o Sr. Presidente da República não fale de solidariedade de portugueses com madeirenses mas, apropriadamente no caso, de solidariedade entre portugueses.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Re - Apresentação



Procurar cumprir e ter cumprido até agora o objectivo de colocar um texto diário neste espojinho impõe regras e acima de tudo estabelece compromissos.
Verificadas as visitas (n.º modesto, mas crescente e acima de tudo de origens geográficas muito diversificadas) coloca-me uma necessidade que de inicio não tinha e que é a necessidade de corresponder e para isso sinto também a necessidade de me explicar, ou seja de me re-apresentar.
O espojinho é a resposta aos meus desabafos mudos, é a minha caixa de eco perante os ecos que nos ensurdecem, é a procura de dizer a forma diferente como pensamos e para a qual não encontramos a ressonância que é atribuída aos outros - aos dominantes.
È mais um grito, que complemento com outros gritos.
Não é uma adesão à moda bloguista, até porque julgo que a onda já passou e muito menos uma procura de afirmação literária – não há talento, tempo e oportunidade para tal.
É escrever como se pensa e falar de igual forma – esperando ser ouvido e partilhado.
È um grito mudo chamando a atenção.
É sentir a revolta e querer partilhá-la, face ao modo dominante e asfixiante de oficialmente dizer e interpretar.
È procurar dizer: aqui está mais um que pensa como alguns de vós pensam.
É um espojinho, levantado num final de verão (prolongado).
É simplesmente um grito mudo chamando a atenção saído do grupo dos gritos mudos que nada dizem.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Hoje não foi mais possível resistir.
A temperatura no solo (apesar de bem entradote este Outono) foi de tal forma, que se levantou um espojinho.
A ver vamos como abana.
Sempre resisiti a blogues e a conversas moles muito dadas a neles se alojarem.
Mas também não fiquei imune à necessidade (imposta não sei por quê) de fazer levantar e ecoar os meus desabafos.
Este será então, a partir de hoje o meu confidente e acima de tudo o meu saco de porrada. Estou cansado de gritos mudos.
Gripe A, Crise. Afeganistão, bombas, hipócritas Nobeis de Pazes bombardeadas, patetices pseudo literárias e acima de tudo Évora e o (des) governo da urbe são temas em turbilhão neste espojinho que agora se levantou.
Mas é do Alentejo que trata e é no Alentejo que se levanta este espojinho. Sou lento e preguiçoso.
Assim será o ritmo.