segunda-feira, 30 de março de 2015

Aparição


Deveria antes fazer uso de denominação mais adequada e titular, reaparição.
Esclareço que não quero atribuir, até por manifesta impossibilidade, um qualquer sentido profético, religioso ou literário, ao título.
Aparição porque simplesmente por aqui se reaparece depois de mais um interregno – longo – de um mês.
Até parece que a vontade de escrever está diretamente relacionada com o salário, ou seja, só aparece quando este – cada vez mais magro e anémico – ainda vai aparecendo.
Mas não nos podemos esquecer que isto é um espojinho…
Por outro lado, interrogando-me, também cheguei a outra conclusão: o espojinho apareceu de uma necessidade sentida  de dar voz aos meus desabafos mudos e estes, os desabafos, eram provocados por factos que me espantavam e agora, cada vez menos, me confronto com factos que me espantem.
Lista VIP? Sim e então?
Esquecimentos de obrigações contributivas? Sim e então?
Cofres cheios e milhões de portugueses de barriga vazia? Sim e então?
Um árbitro a apitar sempre a favor da mesma equipa não disfarçando sequer que faz parte dessa mesma equipa? Sim e então?
Esquecimentos dos CEOs  dos factos praticados  por esses mesmos CEOs (s) ? Sim e então?
Dinheiro que aparece a rodos sempre que há falcatrua num banco e que falta quando é preciso comprar medicamentos para salvar vidas? Sim e então?
Mas porque raio não há agora à solta um fantasma nesta Europa velha?
Mas não haverá mesmo?!

terça-feira, 3 de março de 2015

Lições

Sobre a divida sobre a qual aqui falei ontem.
Para que nao haja confusão...

Dois parâmetros a considerar:

1) Pode ter havido esquecimento.
2) Vou notifica-lo.

Tão simples

segunda-feira, 2 de março de 2015

Dívidas

Aqui há uns tempos, um marmanjo conseguiu, por via de um "simples" assumir de fiador num empréstimo que ele ia contrair, fanar-me uns euros que bastante falta me fazem.
Ate hoje, nada.
Fiquei agora a saber que afinal o culpado sou eu.
Tenho sido incompetente.
Não desenvolvi todas as diligências, todos os trâmites processuais adequados para fazer cobrar a divida.
Ah ..pois...nem mais.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Pecadores

Jean-Claud Juncker confessou os seus pecados. Reconheceu que atentaram contra a dignidade dos povos grego, português e até irlandês.
Agora so falta o papa dizer-lhe quantas ave marias e quantos padres nossos.
E pronto. Fica assim.
Entretanto a contabilista portuguesa vai prestar contas ao chefe e vem de lá ufante com as festinhas recebidas.
Linda menina, disse-lhe ele. Voces sao a prova de que isto pode funcionar...
Por isso, o pecado, mora aqui.
Não só ofendem a nossa dignidade (como confessam) como ainda os rapazes que aqui estão de serviço são  elogiados pela colaboração.
E vai ficar assim ate quando?

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Acerto de contas

Sr. Encarregado de Negócios

Sou muito respeitosamente a solicitar que possa mandar proceder ao acerto de contas na minha qualidade de sujeito passivo da fiscalidade.

Solicito ainda a maior urgência na medida em que, tudo indica, a «coisa» tem tendência a ainda ficar pior.

O Sr. e a contabilista bem pregam, mas o que não pregam, são os números.

Sei que têm andado a fazer pedidos de dinheiro para pagar o dinheiro que já haviam pedido.

Muitos, de entre os sujeitos passivos da fiscalidade, pensarão: «bem…do mal, o menos…pelo menos diminuímos a divida», mas pensam mal.

A divida não para de aumentar.

Em 2010 ela era de 16 371,03 milhões de euros. Em 2014 estima-se que seja 22 327 milhões.

Cresceu portanto mais de 1/3. (36,4%).

Sobre o que entretanto aconteceu ao país dispenso-me por agora. O Sr. dirá e mandam-no dizer, que este é o caminho e que a felicidade está ali ao virar da esquina.

E ao virar da esquina, nós os sujeitos passivos da fiscalidade, sabemos o que nos aguarda.

Vamos então a contas.

Eu – sim eu, deveria (não sei a quem nem porquê) 1565€.

Agora devo 2134€. (assumo este valor já que não lhe solicitei então o acerto de contas).

O Sr. e outro Sr. que antes de si tomava conta dos negócios, entretanto, mandaram cortar o meu salário entre 2010 e 31/12/2014 em 6772,73€.

Somos dois lá em casa e com um não tem rendimentos, porque ao fim de 30 anos de trabalho, ficou sem emprego – O Sr. não tem culpa nenhuma, pois não?! –  vou descontar por dois, o que perfaz 4268€ (2134 x 2).

Tenho portanto a haver 2504,73€ (pode arredondar por defeito).

Aguardo que me indique como vai proceder à devolução.

Afinal, somos homens que honramos os nossos compromissos.

As contas ficarão saldadas e delas prescindo de incluir juros de mora assim como não considero os aumentos de taxas e impostos e uma promoção a que legalmente já havia adquirido o direito.

Solicito ainda que, no futuro, tenham a amabilidade de me solicitarem autorização quando decidirem contrair dívida. É que contrair dívida em meu nome, sem nada me perguntarem, não parece ficar bem, entre homens de honra.

Na expetativa das noticias devidas

Cumprimentos

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Carnaval

Coitado. Que justificação vai agora o homem apresentar?
Os alemães estão furiosos.
Um dia de folia?!!!
Mas ja ninguém respeita o chefe de secretaria?
Ele disse que não era feriado.
O povo saiu à rua foliando.
Mas estão gregos ou quê?
Qualquer dia tambem nao sabem votar, nao?

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Latoeiros

Porque o que não lhes falta...é lata.

Atarantados com várias coisas, entre as quais e principalmente com as portas abertas na Grécia, vão descuidando no verniz e deixam à mostra a sua real natureza.
Verdadeiros latoeiros sem desprimor para os que são de facto.
É que estes de que falo usam de outra lata.
Aquela lata que em linguagem corrente também tem a denominação de descaramento.
Na ânsia de tudo governamentalizarem, ou dito de outra forma, na ansia de adaptarem a governação ao seus padrões ideológicos, procuraram impor ( entre muitas outras coisas) o regime de 40 horas de trabalho semanal as autarquias locais.
Usaram para o efeito poderes que não dispõem.
Confrontados dentro do seu proprio espaço ideológico e de novo importunados com a lei fundamental (essa chatice a que chamam constituição) vêm agora querer aplicar a proibição de as autarquias "em crise" poderem praticar as 35 horas.
Ou seja, foram os seus correligionários que conduziram muitas dessas autarquias às situações de descalabro financeiro, eles trataram de tratar dos seus rapazes ( entretanto corridos pelo voto popular) e nomearam-nos diretores regionais de qualquer coisa e para as populações e para os trabalhadores sobra o odioso da coisa.
Taxas e impostos no maximo. Horarios de trabalho dilatados.
Vao-se catar.
A vossa lata já enjoa.