segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Ganhei! Ganhei!

O quê?!
Não sei!

Estranhamente, os numerologistas hoje parecem não gostar de números.

Agarraram-se a uma bandeira bordejada com lantejoulas pelos comentadores, comandedores e outras expressões com sufixo dores e borrifaram-se nos números.
E tanto que eles gostavam de números. Tanto que nos infernizaram eles com eles.

Pois vou trazer aqui alguns para seu uso:

A abstenção SUBIU 1,14%  (+214 231 não votantes) e situa-se nos 43,07. (um, dos de sufixo dores, bradava na sua grossa voz de tabaco dizendo-se muito preocupado com a taxa de 45% de abstenção que se tinha verificado nas eleições gregas recentes…aqui não precisa de se preocupar, ainda estamos muito distantes, não é?!).
O mais engraçado é que passaram a noite a dizer que a abstenção tinha diminuído!

Sobre a vitória:
PPD e CDS obtiveram a vitória eleitoral com MENOS 834 607 votos, MENOS 13,5% e com MENOS 28 deputados.
Aguarda-se com alguma expetativa que os aliados procedam à divisão do espólio. Imaginem, que a astuta raposa, quer ter neste quadro, o mesmo número de deputados que tinha agora (24). Ups… o PPD ficaria com 80, ou seja… com menos que o PS.
Pois meus senhores, se com a Constituição foi o que foi, agora sem o Parlamento a vossa vida não vai ser coisa fácil (para nosso bem), pois os senhores dão-se muito mal com as regras democráticas.
Saboreiem a vitória enquanto lhe resta algum doce…

Outros números:

O PS (ai Costa) teve MAIS 172 132 votos que em 2011, MAIS 11 deputados, MAIS 4,32%

O BE teve MAIS 260 180 votos, MAIS 11 deputados, MAIS 5,03%.

A CDU teve MAIS. 2 467 votos, MAIS 1 deputado e MAIS 0,36%.

Desculpem. São simplesmente números. Não têm qualquer expressão.

Expressão, têm os doutos comentários dos doutos de sufixo dores.
Nem sei mesmo porque ainda há eleições.

Estes “dores” constituíam-se em colégio de grandes eleitores e estava a chatice assim resolvida.

Obs. Os números aqui trazidos não refletem ainda os 4 mandatos por atribuir pela emigração.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

A martelo


Também tenho direito à minha martelada.

Já que fizeram da campanha eleitoral um jogo, pois então também me sinto no direito de ir a jogo.
Farei uma aposta simples (nada de múltiplas) e espero que, se ganhar, não tenha de pagar 20% do prémio a quem não joga.
Antes de assinalar as apostas, pretendo fazer duas declarações:
1ª Julgo que as sondagens e as espécies de sondagens pecam por defeito. Podem ter acertado nos lugares de pódio, mas não acertaram no montante de cada um. A abstenção baralha-as.
2ª Por isso, sou de opinião que ninguém ultrapassará o limiar dos 35% dos votantes e que a abstenção será de 50% (+ 8% do que a verificada em 2011).

Agora as apostas:

PS: 1677940 (34,9% dos votantes).
PaF: 1 659742 (34,5% dos votantes)
CDU: 548 874 (11,4% dos votantes)
BE: 315473 (6,6% dos votantes).

Os votantes serão 4 812067.
Os restantes partidos, brancos e nulos somarão 12,7%.

Aposta registada.

E agora, vou esperar pelos politólogos, sondagistas e outras istas que vão comentar estes números com a mesma certeza que têm comentado todos os outros. Oh, se vão.

…eu por mim…se não puder ser melhor até já bastava assim.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Registo


Porque a política é cada vez mais arte e menos ciência e porque acima de tudo ela é cada vez mais, a arte de faltar à verdade, e porque pressinto que no próximo domingo, os perdedores vão querer esganiçar cantos de vitória, deixo aqui o presente registo, trazendo previamente um apontamento em jeito de interrogação: «se eu tiver quinhentos euros (em notas de 100) na carteira que perdi e depois a encontrar, não com os quinhentos, mas com trezentos, eu ganhei 300 ou perdi 200?».

Por isso e falando de resultados eleitorais realcem-se os números saídos das eleições de 2011:
PPD/PSD: 2 159 742 votos, 38,65%, 108 deputados;
PS: 1 568 168 votos, 28,06%, 74 deputados;
CDS: 653 987 votos, 11,7%, 24 deputados;
PCP/PEV: 441 852 Votos, 16 deputados;
BE: 288 973 votos, 5,17% 8 deputados.
Os restantes partidos somaram:4,28%.
Registaram-se 2,66% de votos brancos e 1,43% nulos.
Votaram 5 588 594, 58,07% dos 9 624 133 inscritos.
Considerando que para as eleições de domingo, PSD e CDS concorrem juntos e geraram PaF, o resultado desta, tem que ser comparado com a soma das partes, que é: 2 813 739, 50,35% e 132 deputados.
Isto é o que têm em carteira.

Isto é o que lhes tem permitido infernizar a vida dos portugueses que não são banqueiros nem acólitos de banqueiros.

Tudo o que for a menos, são perdas.
Mas eles já se preparam para dizer que será vitória ter uma votação, que as sondagens (mesmo estas) apresentam com valores inferiores ao que o PSD (sozinho) obteve.
Por isso aqui fica este registo.
Ganha quem ficar com mais do que o que tem.
Perde quem ficar com menos do que o que tem.

Mas…como a política é cada vez mais…

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Efemérides


“ Gripe A, Crise, Afeganistão, bombas, hipócritas nobéis de pazes bombardeadas, patetices pseudo literárias e acima de tudo Évora e o (des) governo da urbe são temas em turbilhão neste espojinho que agora se levanta” «espojinho 29.10.2009».

Assim escrevi, na primeira publicação. Quase seis anos passaram, entretanto.
Pouco mudou.
Passámos a falar menos de gripe A e mais de Ébola, continuámos a falar e a sofrer com a crise, ao Afeganistão juntaram-se (juntaram) outros dramas, os hipócritas nobéis de pazes continuaram a bombardear povos. Creio que continuaram as patetices pseudo literárias. 
A cidade mudou de governo.
Hoje, esta é a publicação quinhentos. Quinhentos textos lidos por quase 46 mil vezes. Pouca coisa. A coisa possível.
Havia dito a mim que pensaria em dar por concluído este espaço de desabafos quando atingisse as quinhentas publicações ou as 50 mil visualizações de página.
Está cumprido o primeiro desiderato.
E não dei ainda por concluído se vou ou não dar continuidade ao «espojinho».
Por agora, ele aqui está.
Perdeu no entanto a capacidade de se espantar que marcaram os primeiros textos.
Vê imagens do «gorila» húngaro a passar em revista crianças e repara que uma menina levanta os braços e na sua infantil ingenuidade julga que o «gorila» a iria abraçar.
Não, ele ia ver se ela tinha facas, bombas, metralhadoras sob a sua blusinha de menina.
E já não se espanta.
Lê declarações do novo dono da pt em que este afirma que não gosta de pagar salários e que os que paga, paga pelo valor mais baixo que possa.
E continua e continuamos clientes.
E já não se espanta.
Assiste ao descaramento de um primeiro ministro que vê o deficit aumentar quase 3,5 pontos por força das negociatas do bes (que ele havia e continua a jurar que não teriam custos para os contribuintes) e que diz: «não há problema, é dinheiro que está a render».
E por força do deficit cortou salários, pensões, eliminou direitos, cortou nas pensões sociais dos mais miseráveis.
E não se espanta.
Porque vivemos tempos de espantamentos (de maus espantamentos) contínuos.
Parece valer tudo.
Haverá um tempo em que lembraremos como efeméride o tempo destes espantamentos?
Um tempo, em que estes tempos serão recordados, para que nunca mais aconteçam?
Nas próximas eleições podemos iniciar o caminho em direção a esse tempo de negação destes espantamentos.

Mas nada me espanta…

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Malabaristas


Ei-los, agora por aqui, logo ali, mais logo na tv. Em toda a parte eles estão.
Gesticulam e com os dedos argumentam.
O indicador direito para cima – aumenta as exportações; indicador esquerdo para baixo – diminuiu o desemprego, médio direito…
A balança é favorável, os desempregados são menos, os empregos são mais, a divida sobe mas é para depois descer, pedimos cada vez mais mas agora o preço do dinheiro está a preço de saldos, há mais investimento.
E à memória vem aquela anedota sobre um individuo que pede dinheiro a um amigo para comprar uma sandes e este lhe responde que não é digno de um amigo emprestar dinheiro para uma sandes, quando ele merece uma boa refeição. Só que, nem sandes, nem refeição ele obtém do dito amigo.
É evidente que a anedota tem mais desenvolvimento…malabaristico.
Mas a coisa não está para anedotas.
As verdadeiras anedotas são estes malabaristas que conduziram a grande maioria dos portugueses para situações calamitosas e agora não só querem dourar a pílula como ainda nos querem fazer crer que o pior já passou. 
E pior ainda. Querem apresentar-se como a solução para o problema quando são eles o problema.
Eu gosto de malabaristas.
No circo.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Outono apressado?


Acredito que o verão ainda não se foi, mas por estes dias, o que marca a paisagem, é um céu com nuvens, uma temperatura que por vezes já convida a um trapinho suplementar e o chão já com folhas prateadas caídas dos plátanos onde ainda há dias verdejavam.
Parece ter pressa em se despedir, este verão.
Será?
Por mim, acredito que não.
Quem dera a nós que outras coisas e outras pessoas tivessem essa pressa. Claro que me refiro às coisas e às pessoas desagradáveis. Às coisas e às pessoas que causam coisas desagradáveis às pessoas.
O que também se parece ir despedindo são os blogues aqui do burgo.
Lamento que assim seja, porque apesar de todas as objeções, pelo menos alguns de entre eles, desempenhavam um papel informativo e crítico de relevo.
Tal facto leva a que o «espojinho» questione por vezes a necessidade de passar a ter um caracter mais informativo, o que não deseja.
Acompanhemos.
Mas, não se dedicando à informação, pode vir a dedicar por vezes alguma atenção critica a aspetos da vida quotidiana da cidade.
Como por exemplo os associados à discussão sobre a construção ou não construção de um Centro Comercial (ou deverei dizer shopping?). Também deveria ter dito, construção de um novo, porque um já está quase construído ali para os lados do Parque Industrial.
E assaltam-me duas perguntas, de sentidos diferentes, mas sem contradição:
Porque sim?
Porque não?
Não se trata de investimento público e assim sendo, porque me devo pronunciar.
A construção de tal aglomerado comercial vai provocar profundas alterações no tecido comercial da cidade, dizem.
E qual é o problema?
As pessoas deixarão de frequentar o Centro Histórico, dizem.
Será? E porquê?
Dantes visitávamos o Castelo de S. Jorge, os Jerónimos, a Torre de Belém e deixámos de o fazer quando construíram o Colombo, onde agora se vai?
A alteração no comércio local impõe-se e com urgência. Algumas práticas dos comerciantes locais são inadmissíveis e são estas é que conduzem à asfixia. Só breves exemplos:
-É prática encomendar um produto, acertar dia e hora para o levantar e chegados estes e confrontarmo-nos com o esquecimento, ou haver inúmeras razões inventadas, para o não cumprimento do acordado.
- Encontrar o estabelecimento fechado e na porta o típico volto já. Por vezes com nº de telemóvel, para o qual ligamos, sendo informados que estão a chegar e meia hora depois ninguém ter ainda chegado.
- Sentarmo-nos numa esplanada, pedir uma cerveja (caseira – logo cara), esta vir quase morna e logo que entra em contacto com o copo ficar quente. Para companhia...nem um tremocito, um amendoim, nada de nada.
- Entrarmos num qualquer snack para picar qualquer coisa, pedirmos duas doses (somos três) e sermos logo admoestados – duas doses para três?!
-Sentarmo-nos numa esplanada em plena praça às 18,55 de uma tarde de verão e ouvirmos: desculpe…vamos fechar!
Pois, com ou sem CC, o facto é que a forma como o comércio é feito, tem que merecer uma profunda alteração.
Vai longa a coisa, mas prometo voltar.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Cara.Coroa

Cara.
Coroa.
Cara.
Coroa.