sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Aberratio

Ferreira Leite afirmou que um governo ps, pcp e bloco seria uma aberração.

Para além de me parecer que em matéria de aberrações (se queria usar o seu sentido figurado) teria exemplos mais claros e até muito próximos, importa levar em conta que aberração (do latim aberratio), significa: meio de afastar de (…).

Estranhamente, concordo com Ferreira Leite. Seria de facto uma aberração que permitiria ao país respirar de novo. Afastando-o da monstruosa politica seguida pelos companheiros de route de Ferreira Leite.

E seria também uma assombração, que creio teria uma tendência grande para aparecer em dias com e sem nevoeiro, em noite com lua cheia e de quaro minguante, ali para os lados de belém.

Por falar nisto…
Mas ainda ninguém disse nada ao homem?!
Andam distraídos ou, seguindo exemplo, querem evitar-lhe o desgosto?

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Engenharias e moralidades


PSD /PPD e CDS/PP fundiram-se?

Os dirigentes da direita portuguesa, a que se juntam os senhores comentadores que os têm acompanhado neste longo processo governativo (e não só), esforçam-se (esgatanham-se) em bombardear-nos com frases de sentido moral.

Perversão, adultério, traição, desvirtuação, imoralidade.

Tudo porque, como perderam os votos, querem agora anular o efeito dos votos que foram maioritários.
Querem que continue na mesma aquilo que os eleitores disseram que não queriam que continuasse.

Já passaram alguns dias. Sabemos que o espólio já foi repartido. Mas calam-se que nem ratos.
Usaram de truques engenhosos para mentirem sobre a divida que aumentaram, sobre o deficit que não controlaram, sobre as perdas que assumiram no bes, sobre as consequências do bpn e agora com a mesma engenhosidade querem transformar o óbvio, na teia enredada do «ganhámos as eleições».

PSD/PPD e CDS/PP agora PAF perderam 740 087 votos (35,7% do seu eleitorado).(Já aqui estão contados os votos do PSD e CDS e CDS com PPM obtidos nas R.A.(s)).

Nenhum dos outros principais partidos perdeu votos.

Se PSD/PPD e CDS/PP se fundiram têm um grupo parlamentar de 104 deputados e constituem-se como o maior grupo parlamentar (mas não anunciaram nem antes, nem até agora, que o iriam fazer).

Se não o fizeram, outras contas têm de ser feitas.

Repartir as perdas:
Admitamos que se entendem e distribuem proporcionalmente as perdas.
Assim basta multiplicar por 0,643 os resultados obtidos e contabilizar para cada um deles:
1 463 289 e 429742.
O ranking dos matraquilhos, muda de figura: PSD/PPD  é o 2.º partido mais votado e CDS/PP é o 5.º (atrás de BE e PCP/PEV).
Saboreiem o facto de, por força do casamento, poderem beneficiar, mesmo neste contexto, de um número de deputados em número superior que não teriam tido se tivessem ido separados. Mas estas são consequências da regra do jogo democrático que não se contestam.
Mas, após a distribuição, como fica a coisa? Qual é o lugar do CDS/PP? Entalado entre BE e PCP/PEV? Em 4.º ou 5.º lugar.
Ganharam…?! Por favor poupem-nos.

Por isso, quando as acusações de imoralidade, vêm dos lados da amoralidade, quem são os imorais?

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

A modos de

1. Alguem deve dizer ao homem que o contrato está a expirar e que ele deve arrumar a trocha. (89).

2. E o que a gente vai ficar contente com a generosa oferta paf ao ps.(66).

3. Sim, é verdade que os contratos já tiveram duração mais longa. Outros tempos...outros tempos.(91).

4. Paf + Ps dá Puf. (16).

5. No pacote de ofertas Paf a cereja é a presidência da Assembleia. Uau! Puf.(73).

6.Quanto falta para a primeira ciumeira irrevogavel?(50).

( entre parênteses o n de carateres)

terça-feira, 6 de outubro de 2015

O real e o projetado


Quem acompanha o real através dos olhos e das palavras escritas ou faladas de outros corre o risco de não o chegar a conhecer.

Conhecerá o que esses outros transmitem, ser o real.

A fronteira é cada vez mais ténue. O que vemos são projeções e o que ouvimos são ecos.

Concentremo-nos, por exemplo, nos espetáculos mediáticos da noite eleitoral.
Quantos eram, os analistas, especialistas e outros a interpretar e a fazer interpretação do real.
E mesmo quando o real se impunha (resistindo) depressa se encontrava uma maneira de o contornar.
Uma estação de televisão apontou, logo às 19 horas, uma projeção de abstenção que se situaria dentro do intervalo 35 a 39%. Ela foi de 43%.
Passaram todos, mas (quase) todos mesmo, desde dirigentes partidários a outros, a noite inteira a falar da positividade do facto que não o foi.
No final, nesta mesma estação (e quando os número reais já eram do domínio geral) o pivot afirmou que todas as projeções da estação tinham sido confirmadas.
A plasticidade destes intervalos serve para essa moldagem. A sua amplitude chega a ser, em alguns casos, 1/3 do valor que estimam para um determinado resultado.

O real, saído desta moldagem, é a negação do ocorrido. Todos estes plasticistas transformaram a vontade dos portugueses (dos que votaram e dos que não votaram) num simples jogo de matraquilhos. Entraram 10 bolas aqui e 9 ali, logo ganharam os daqui.
E eis o real absorvido.

Hoje, num noticiário da tarde, um outro canal de televisão, passa uma reportagem sobre mais uma tragédia envolvendo refugiados. Numa casa abrigo, na Alemanha, um fogo provocou a morte a um jovem de 29 anos. Na reportagem aparecem declarações de uma senhora (responsável pela casa abrigo? Da polícia? Não ficamos a saber) com as quais afirma não haver indícios claros de se tratar de ato criminoso, mas que no entanto iam ser desenvolvidas as necessárias pesquisas.
O pivot de serviço, conclui que se tinha tratado de ato criminoso.

Noutro caso, quem acompanha a estruturada e meticulosa preparação da campanha do professor encontrará inúmeras situações de esbatimento entre o real e o projetado.
É o real (o povo) que clama pelo professor ou foram as projeções dele e dos outros que o seguem venerando-o, que construíram esse cenário?

Não é fácil procurar ler o real.
A televisão, os jornais, a rádio, a «imaculada» internet, os colegas, os vizinhos, os amigos. Até em casa. Tudo nos empurra para fora dele (o real) e nos conduz para as simplicidades das  suas projeções.

O real é complicado.

As projeções que nos apresentam dele são muito mais simples.
Todos as entendem. Todos pensam assim. Todos…

Por mim, tentarei resistir. Enquanto puder

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

X -n

X-n

Eu também ganhava X mas com este governo passei a ganhar X-n.
Este governo também tinha um suporte de X deputados na Assembleia da Republica.
Agora, os partidos que o formavam, têm na AR X-n.
Como se vê é fácil definir: ganhar.

Ganhei! Ganhei!

O quê?!
Não sei!

Estranhamente, os numerologistas hoje parecem não gostar de números.

Agarraram-se a uma bandeira bordejada com lantejoulas pelos comentadores, comandedores e outras expressões com sufixo dores e borrifaram-se nos números.
E tanto que eles gostavam de números. Tanto que nos infernizaram eles com eles.

Pois vou trazer aqui alguns para seu uso:

A abstenção SUBIU 1,14%  (+214 231 não votantes) e situa-se nos 43,07. (um, dos de sufixo dores, bradava na sua grossa voz de tabaco dizendo-se muito preocupado com a taxa de 45% de abstenção que se tinha verificado nas eleições gregas recentes…aqui não precisa de se preocupar, ainda estamos muito distantes, não é?!).
O mais engraçado é que passaram a noite a dizer que a abstenção tinha diminuído!

Sobre a vitória:
PPD e CDS obtiveram a vitória eleitoral com MENOS 834 607 votos, MENOS 13,5% e com MENOS 28 deputados.
Aguarda-se com alguma expetativa que os aliados procedam à divisão do espólio. Imaginem, que a astuta raposa, quer ter neste quadro, o mesmo número de deputados que tinha agora (24). Ups… o PPD ficaria com 80, ou seja… com menos que o PS.
Pois meus senhores, se com a Constituição foi o que foi, agora sem o Parlamento a vossa vida não vai ser coisa fácil (para nosso bem), pois os senhores dão-se muito mal com as regras democráticas.
Saboreiem a vitória enquanto lhe resta algum doce…

Outros números:

O PS (ai Costa) teve MAIS 172 132 votos que em 2011, MAIS 11 deputados, MAIS 4,32%

O BE teve MAIS 260 180 votos, MAIS 11 deputados, MAIS 5,03%.

A CDU teve MAIS. 2 467 votos, MAIS 1 deputado e MAIS 0,36%.

Desculpem. São simplesmente números. Não têm qualquer expressão.

Expressão, têm os doutos comentários dos doutos de sufixo dores.
Nem sei mesmo porque ainda há eleições.

Estes “dores” constituíam-se em colégio de grandes eleitores e estava a chatice assim resolvida.

Obs. Os números aqui trazidos não refletem ainda os 4 mandatos por atribuir pela emigração.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

A martelo


Também tenho direito à minha martelada.

Já que fizeram da campanha eleitoral um jogo, pois então também me sinto no direito de ir a jogo.
Farei uma aposta simples (nada de múltiplas) e espero que, se ganhar, não tenha de pagar 20% do prémio a quem não joga.
Antes de assinalar as apostas, pretendo fazer duas declarações:
1ª Julgo que as sondagens e as espécies de sondagens pecam por defeito. Podem ter acertado nos lugares de pódio, mas não acertaram no montante de cada um. A abstenção baralha-as.
2ª Por isso, sou de opinião que ninguém ultrapassará o limiar dos 35% dos votantes e que a abstenção será de 50% (+ 8% do que a verificada em 2011).

Agora as apostas:

PS: 1677940 (34,9% dos votantes).
PaF: 1 659742 (34,5% dos votantes)
CDU: 548 874 (11,4% dos votantes)
BE: 315473 (6,6% dos votantes).

Os votantes serão 4 812067.
Os restantes partidos, brancos e nulos somarão 12,7%.

Aposta registada.

E agora, vou esperar pelos politólogos, sondagistas e outras istas que vão comentar estes números com a mesma certeza que têm comentado todos os outros. Oh, se vão.

…eu por mim…se não puder ser melhor até já bastava assim.