quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Neologia

Há fases…há fases…e agora ando numa de neologia.
Mais três pequenos contributos:

Internot
Quando se perde o acesso à internet. O que ocorre em determinados ambientes, por causas indeterminadas.

Trocomilhões
Não se trata de um novo jogo de ilusões, mas sim um termo referente a situações muito em uso nos últimos tempos. Quem vive dos rendimentos do trabalho «vê-se e deseja-se» para recuperar trocos (veja-se sobretaxa; cortes salariais e outros que tais) e quando consegue recuperar parte, ou só mesmo quando se anuncia essa recuperação, «ai daqui d´el rei» que é a desgraça do país, em simultâneo, no mesmo país,  de um momento para o outro, um banco tal, de um fulano tal, por razões tais, precisa de um milhões ou até mesmo de milhares de milhões e ei-los de mão beijada.

Lucros meus, prejuízos teus
Designação moderna de atividade bancária. Os lucros, as brutais alcavalas e outras manigâncias lucrosas, são produto do senhor dono do banco. Os buracos daí resultantes – prejuízos de milhares de milhão – são tapados com o dinheiro dos contribuintes.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Neologismo

Mercado
Antes, um termo simpático, que nos transportava para espaços físicos onde se vendiam produtos que imaginávamos vindos diretamente do produtor. Neles, vendiam-se batatas, peixe, laranjas, galos, galinhas e afins.

Mercado – Hoje, um termo horrível, referente a algo tenebroso, com mau feitio, instável, que nos tira o sono, o emprego e a vida. Dizem que neles se vende o que não há. Vende-se dinheiro que não se sabe de onde veio, compra-se dívidas que não se sabe quem contraiu. Ficam instáveis porque chove e porque não chove. Irados porque aqui ou na Grécia não se votou como queriam.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Em política...



Vou deitar fora apontamentos, obras, recortes e tudo o mais que ao longo do tempo tenha recolhido e que seja referente a ciência política.
Nos últimos tempos, os conceitos mudaram.
E outros entraram no léxico.
Dos emergentes, relembro o conceito de hábito, também usado como tradição e que serviu de base a uma diatribe recente que consistiu em procurar desrespeitar resultados eleitorais por força da não existência de um hábito ou tradição que permitisse o envolvimento de determinados partidos em processos de solução governativa.
Emergente é também (e asfixiante, acrescente-se) o uso de comentadores que não só substituem a análise política (de base científica), como se transformam eles próprios nos fazedores da política.
É fácil fazer um comentador. Não pode é o comentador comentar o que não é comentável.
O exemplo mais conhecido de comentador fazedor é o do dito professor. Comenta, comenta e agora quer colher.
Sobre os fazedores de comentadores, teríamos que dedicar mais tempo…
Um conceito agora desconceituado é o conceito de ditadura. Associamos a ditadura (imagine-se) falta de liberdade, inexistência de possibilidades de construção de alternativas e outros acepipes.
À luz do conceito, era impensável conceber eleições (plebiscitos, talvez). Pois então não é que na Venezuela (que vivia sob feroz ditadura segundo os comentadores) a oposição ganhou as eleições?!
E a Arábia Saudita amiga dos libertadores que foram entregar sob a forma de chumbo a democracia à ditadura Síria?!
Há que rever o conceito, rapidamente.
Um outro conceito a precisar de reparação é o conceito de regime semipresidencial. E esta reparação ficará e muito condicionada ao contexto que seja presente. Vai depender do semi e vai depender do presidente. Será um conceito dotado de…diga-se alguma plasticidade.
Recordo contributo importante dado por um apresentador de notícias (produções) em que, eloquentemente, procedeu a comparações várias entre o nosso semipresidencialismo e o semipresidencialismo de Espanha.

Sim. E fê-lo muito eloquentemente, conseguindo inclusive, através da comparação (eloquente) argumentar tenazmente a favor da tradição.

A nova Ciência Política é deslumbrante…

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Trump ou Trampa?

Os que me conhecem, conhecem as minhas dificuldades no uso da lingua inglesa (que me querem apresentar como universal e culta).
A minha ultima "calinada" foi confundir Trump com Trampa.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Ninho de cucos

A análise serena dos acontecimentos que se sucederam às eleições legislativas é trabalho de casa que se recomenda.
Aqui, lanço alguns “bitaites”.

PSD e CDS optaram por uma postura trauliteira e por uma total incontinência verbal.
A uma ordinarice seguia-se outra ordinarice maior. Tudo valeu.
Vindo do CDS compreende-se. Ao complexo de inferioridade juntaram a sua matriz de extrema-direita.
Já no PSD, não se compreende. Esperava-se mais lisura.
O que aconteceu, principalmente depois da «irreversibilidade» de Portas, foi a transformação do PSD na caixa de eco de Portas.

Portas usou para com o PSD a estratégia do cuco.

È legítimo hoje considerar que, se houve uma inversão no PS, esta se deve à radicalização de direita que ocorreu no PSD e não tanto a um desejo de aproximação à esquerda.
Por outro lado, no PS, os que, usando também linguagem com pouca lisura, se manifestaram contra o acordo com os partidos de esquerda, deixaram ficar claro que o PS, deixou de ser o seu «ninho».
Há pois, nos dias de hoje, partindo dos pressupostos que não vão haver alterações de rumo, um conjunto muito significativo de cidadãos que não se revêm nos partidos onde até agora participaram.

Pode ocorrer num futuro muito próximo um ajustamento.
Espaço para que ele ocorra existe.

Por isso, convém projetar o futuro, com os olhos postos no presente (sem talas) e não concluir que ele será a projeção do passado.
Alguns devem ter aprendido com os resultados das últimas eleições que projetar o passado não dá bom resultado.
Quando se aperceberam, o arco tinha caído.

O mesmo, deve ser considerado para as eleições presidenciais que se avizinham.
Os revanchistas esperam que elas sejam a 2ª volta das eleições legislativas.
Não lhes ficaria mal alguma cautela…

Depois não gritem.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Revisão Constitucional


Proposta

As eleições deixarão de ser para a Assembleia da Republica e passam a ser eleições para chefe. O partido mais votado (se for o PSD) designa o chefe.
Esse chefe escolhe os deputados (metade e mais dez, não vá o diabo tecê-las). Os restantes serão distribuídos pelos outros, que para o efeito, apresentarão as listas para prévia aprovação do chefe.
O chefe escolhe o governo.
Em situação alguma os deputados podem censurar e muito menos apresentar moção de censura ao governo escolhido pelo chefe.
Se por alguma razão o partido mais votado não for o PSD, o ato eleitoral repetir-se-á as vezes necessárias até se conseguir esse desiderato.
O chefe, assim democraticamente eleito, apresenta cumprimentos e apresenta os ministros ao outro chefe (no caso deste ser do PSD) no prazo que o chefe entenda.

Fundamento

Desta forma, pretende-se acabar com o regabofe, a ilegitimidade, a golpada, o descaramento, a heresia, a grotesca traição à tradição que está presente no entendimento entre O PS; BE; PCP e PEV que, só porque têm uma larga maioria de deputados, se julgam no direito a formar governo. Era o que faltava!

Adenda

É que os homens (do PSD e do seu apêndice) berraram tanto: ganhámos! ganhámos! Que se convenceram de tal forma que ganharam e ainda não tiveram tempo para contabilizar as baixas: em número de deputados e em número de votos.
A mim, parece-me que foram os únicos a perder…ah…parece que o MRPP também perdeu!

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Eureka

No sentido que lhe foi dado por Arquimedes...

A solução está nas cagarras e nos sábios. Ou... nas sabias cagarras.
Os que elegeram mais deputados não os têm em número suficiente para dar suporte ao desgoverno e este não passa na Assembleia?
Pois então fica - custe o que custar - assim o determinam os sabios e as cagarras.
Se não for esse, arranja-se outro! Igual- claro.
A Constituição determina...
Chega! Basta! Nem mais uma vez tal alusão.
A solução é a que ditarem os sábios e as cagarras.
Mas a estabilidade...
Chega! Basta! Nem mais uma vez tal alusão!
Até porque a estabilidade é a estabilidade da estabilidade não é a estabilidade.
Perceberam?
Por isso basta. Não quero mais tal alusão!
A solução...

BASTA.