segunda-feira, 9 de outubro de 2017
terça-feira, 26 de setembro de 2017
segunda-feira, 25 de setembro de 2017
quinta-feira, 14 de setembro de 2017
quarta-feira, 13 de setembro de 2017
segunda-feira, 11 de setembro de 2017
Tenho esta tendência crónica de quase nunca estar integrado em maiorias e de quase sempre discordar do que me é apresentado como amplamente consensual.
Dirá a maioria que se trata de uma patologia.
Pois.
Reafirmado o inúmeras vezes afirmado e assumindo-o, entendo por quase desnecessário dizer que não gosto do PR actual (do anterior nem me quero lembrar).
Não gosto do estilo frenético. Não gosto da presença obsessiva.
Também não gostava enquanto professor (corrijo: O Professor), ou seja (tivesse sido) o professor dos professores.
Sei que a maioria gostava do Professor e que gosta do PR.
Que lhes faça bom proveito.
Vem este escrito a propósito de o PR ter afirmado recentemente que, quando vira à direita, a direita nem repara.
Mas é perfeitamente compreensível.
Por um lado, porque não liga nem precisa, o pisca.
Por outro, porque não se trata de uma viragem propriamente dita, mas simplesmente de uma «adaptação» de tráfego à faixa mais à direita, da faixa direita onde circula.
quarta-feira, 6 de setembro de 2017
Há muito tempo, que não passava por aqui.
Desde março deste ano.
Não passava. Pronto. Sem explicações.
Mas, episódios pequenos, daqueles a que por vezes ninguém dá importância, mas aos quais eu dou - vá-se lá saber porquê - fizeram com que sentisse a necessidade de aqui voltar.
Na Festa - do Avante, claro - um amigo tentou lembrar-me de uma afirmação minha a propósito das eleições autárquicas de 2013.
Lembras-te de teres dito que não era possível a CDU ganhar as eleições (Em Évora)?
Claro que não me lembrei.
Lembrei sim, que julgo ter dito o contrário.
Mas, como ter dito uma coisa, ou ter dito o contrário não me parece questão relevante (para o momento) resolvi não contrariar o meu amigo.
Mas,logo que me foi possível, consultei o «espojinho», mas nada encontrei sobre o assunto onde pudesse aferir uma ou outra afirmação.
Não faz mal, até porque não tenho pretensões a seguir a carreira de adivinho, mas fez bem porque voltei ao «espojinho» de quem já tinha saudades.
Mas, caro amigo, poderei provar-te que a minha opinião sobre o resultado não era a que afirmaste.
Prevenindo situações futuras e porque se aproximam novas eleições autárquicas, deixo aqui registado: sou de opinião que a CDU vai de novo ganhar as eleições para a Câmara Municipal, porque...merece.
Um abraço caro amigo.
quarta-feira, 15 de março de 2017
A verdade e as suas construções
A História estará repleta de episódios de construção de verdades. Sempre se soube que, para atingir um determinado fim, importava que primeiro, se criassem as condições para a sua ocorrência.
Em linguagem corrente, designar-se-á por «criar o ambiente».
Para intervir no Iraque, «criou-se o ambiente» e inventaram-se armas de destruição maciça, para os serviços secretos Franceses matarem Kadhafi, tiveram primeiro que criar as condições «ambientais» e assim, de igual forma, em muitos outros sítios e em muitas outras situações.
Atualmente o processo é um pouco mais refinado. Se antes consistia no «bombardeamento» da mentira, que se queria fazer massificar como verdade, hoje consiste na pulverização (continuando a usar linguagem bélica, talvez um processo semelhante às bombas de fragmentação) de inúmeras mentiras de forma a criar a confusão generalizada.
O resultado é uma opinião pública desorientada, sem qualquer interesse em apurar a verdade e assumindo que esta – a verdade - é a que for mais bem construída e mais difundida. A verdade (que não sabe o que é) não interessa ao cidadão comum.
Confesso que já dei por mim a pensar se serão reais algumas das personagens. Vejam-se o loiro americano e o loiro holandês. Tão parecidos em tudo, com traços e posses inumanas. São gente? A mim parecem robots.
E as massas – nunca fez tanto sentido, este termo – passeiam-se alheadamente por entre esta fragmentação, perdendo continuadamente a sua capacidade critica e a sua sensibilidade social e humana.
É incrível ouvir expressões do tipo: «eu não quero saber. Vou votar para castigar» - no caso, o voto era no robot loiro holandês».
Mas castigar quem? Diga-se que há uma grande carga de masoquismo nesta atitude anunciada.
Se não consegue espetar o prego, castigue e dê com o martelo nos seus dedos.
Vamos aguardar para ver quem sai castigado das eleições holandeses de hoje.
Pressente-se que se começam erguer, de entre a poeira causada pelas bombas de fragmentação, homens e mulheres que ainda dão valor à verdade e que gostam dela a corresponder o mais possível ao real.
Aguardemos.
terça-feira, 14 de março de 2017
A insustentável leveza das consciências pesadas
O episódio em torno de uma pretensa conferência, numa faculdade portuguesa, promovida por alguém que vangloria Salazar, virou assunto, politicamente correto e amplamente divulgado.
Bradou-se contra o ignóbil crime de violação da liberdade de expressão dos organizadores.
Os comentaristas de cartilha dedicaram-lhe extensas linhas e profundas análises, sob eruditos títulos, alguns deles de subtil carga irónica, tipo: “assim se vê a democracia do pc” ou “tolerância dia sim, dia não”.
A estes juntaram-se alguns políticos.
Ou seja, a tolerância que defendem, tem de incluir o direito de os outros fazerem a apologia da eliminação da liberdade do direito à livre expressão. Tipo, oferecer a outra face depois da agressão, coisa que nem os proprietários intelectuais da expressão, fazem ou fizeram uso.
Entretanto, ficou hoje a saber-se que o Parlamento Europeu, aplicou aquilo que define como severas medidas disciplinares, contra o eurodeputado polaco que proferiu uma série de idiotices sobre as mulheres.
Mas porquê, porque não se interrogam os mesmos analistas de cartilha? As medidas do PE não são violadoras da liberdade de expressão do eurodeputado?
Claro que a proibição da apologia do fim da liberdade de expressão e a punição ao eurodeputado são medidas que se integram na mais elementar ação pela dignidade humana e pelo pleno exercício da liberdade de expressão.
Assumir a liberdade de expressão como um princípio absoluto, pode ser um importante contributo para o fim da própria liberdade de expressão.
A liberdade de expressão pode e deve ser condicionada pelo respeito absoluto pela vida e dignidade humana.
O facto de cada um de nós ser hoje (os que o são) homens livres, não nos dá ou dará o direito de sobre um próximo, perorarmos a belo prazer, atentando contra a dignidade a honra dele.
Os homens são livres quando respeitam a liberdade dos outros homens.
Não são livres, os que defendem o fim da liberdade (como bem geral e de uso responsável por todos) e os que consideram que entre homens e mulheres, os primeiros devem ter a primazia porque são seres mais inteligentes.
sexta-feira, 10 de março de 2017
Mulheres
Talvez porque a primavera se anuncia com uns dias quentes e cheios de sol.
Talvez porque para tal me deu na real gana.
Talvez por saudades.
Saio, talvez só por uns momentos, da longa hibernação a que me sujeitei.
Espero que o «espojinho» ainda esteja ativo.
Para escrever sobre mulheres.
Há dois dias distribuíram-se flores nas ruas das cidades. Mas não eram cravos.
Os homens preenchiam longas filas nas floristas.
As mulheres encheram os restaurantes ao fim do dia. Muitas saíram para a rua com cuidadoso esmero. Sobrancelhas, lábios, unhas, tudo muito bem produzido.
Vestiram as suas melhores e mais vistosas roupas.
Algumas.
Outras, foram para as fábricas trabalhar ao lado dos homens para desempenharem as mesmas funções e serem remuneradas por um salário inferior.
Ou saíram de casa às cinco da manhã, deixando os seus filhos sozinhos ou ao cuidado de avós velhos, para irem tratar das lides das casas e dos filhos de outras mulheres.
Outras, deslocaram-se para mais uma entrevista ou ao centro de (des)emprego à procura do trabalho que lhe falta.
Ou ficaram em casa, cuidando dos filhos e gerindo o quase nada para que chegue a quase todos.
E estas, que também gostam de flores, talvez ao fim do dia, alguém se lembre.
Talvez lhe baste um abraço cúmplice, do filho que regressa da escola ou do marido, companheiro e amigo regressando a casa.
Assim costuma ser nos outros dias, quando não são dias da mulher.
No dia das mulheres, as mulheres não passam todas, a ser mulheres iguais.
No dia da mulher, há mulheres que, tal como nos outros dias, vivem de superficialidades, arranjarão o cabelo, as unhas e as sobrancelhas. Irão jantar fora, com outras como elas.
Algumas enviarão sorrisos aos seus maridos que discursam e que falam da destreza das mulheres…quando em compras nos supermercados ou no papel exemplar de fadas do lar.
As mulheres de Temer e de Trump são mulheres.
Mas estas e todas as outras iguais, não são as mulheres que se evocam no 8 de Março.
Por isso, quando de novo vos oferecerem flores na rua ou quando marcarem novos jantares de mulheres para 8 de Março, não se distraiam.
Há mulheres e mulheres.
E a diferença não se atenuará, com quotas.
…porque será que tenho a sensação que andamos distraídos?!
quarta-feira, 14 de dezembro de 2016
O mundo do faz de conta
Vivemos no mundo de faz de conta e faz de conta que acreditamos.
Todos sabiam (fez até mesmo questão que assim fosse, que todos soubessem) mas …, fizeram questão de fazer de conta e…votaram (ou não) em Trump.
De que importaram as boçalidades, as provocações mais grosseiras à dignidade das mulheres, as declarações inumanas sobre negros, mexicanos, a tudo o que fosse diferente, se as mulheres, os negros, os mexicanos votaram nele? (ou não).
De que importa sabermos que os media nos mentem todos os dias, a todas as horas?
Sabemos, pois não somos estúpidos, que é mentira que em Alepo os Sírios bombardeiam durante dias seguidos um edifício onde estão 100 crianças (só 100 inocentes crianças, separadas dos familiares, mais ninguém) mas fazemos de conta que não sabemos, que é mentira.
Porque bombardeiam os Sírios um edifício onde só estão crianças?
Porque o bombardeiam e ele (o edifício) não colapsa?
Porquê, apesar da ferocidade dos ataques, ainda continuam 100 crianças, no edifício que os sírios continuam a bombardear?
Porquê, tendo passado dias, semanas, meses, a bombardear edifícios (com 100 inocentes crianças) hospitais (onde estavam velhos e crianças) escolas (onde estavam velhos e crianças), os Sírios derrotam os rebeldes (sim, em Alepo, são rebeldes e em Mossul os mesmos são EI)?
A toda a hora, com diretos que não sabemos de onde, somos nós os bombardeados.
Bombardeados com mentiras que sabemos que são mentiras, mas fazemos de conta que não sabemos.
Este mundo de faz de conta, já é perigoso.
Mas fazemos de conta que não sabemos.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2016
É obra...
Há dias, um blogue do burgo, sob venenosa insinuação – que não fica nada bem aos pergaminhos ditos revolucionários dos seus autores – afirmava que o Alentejo tinha perdido, nos últimos 40 anos, metade da sua população.
Os 40 anos a que se referia, eram os 40 anos do Poder Local Democrático, balizados entre as primeiras eleições autárquicas (12/12/1976) e a presente data.
À afirmação, acrescentava: «é obra».
Insinuação tão primária e tão sem sentido.
Mas, concentremo-nos na afirmação.
A operação censitária mais próxima do início do intervalo, é a realizada em 1970. Nela, segundo o INE apurou, o Alentejo tinha então, 531191 residentes.
Em 2011, de novo por operação censitária, o INE apurou 509849. Portanto, menos 21342 (-4,01%).
A vontade de fazerem a insinuação foi tão grande que perdeu a noção do ridículo.
A perda de efetivos que o Alentejo regista a partir dos anos 90 é um problema grave. Não tem é (felizmente) a gravidade catastrófica que o bloguista lhe quis colar.
Se quiserem analisar a dinâmica demográfica recente (para além das perdas iniciadas em 90) podem analisar o êxodo dos anos 60 (e nem mesmo aqui atingiu as proporções que referem), assim como o crescimento muito positivo verificado nos anos 80 (precisamente a década de implantação do Poder Local Democrático).
Mas façam-no com rigor analítico.
Sem insinuações rasteirinhas.
domingo, 27 de novembro de 2016
Não, não morreram
Nem o comandante, nem o sonho.
Morreu o homem.
A Revolução Cubana preencheu o meu imaginario desde o tempo que me foi permitido imaginar.
E esse tempo começou quando comecei com muitos outros a trilhar os caminhos que a liberdade nos apontou.
Começou quando começou a liberdade.
Quando ficámos a saber que podiamos pensar o futuro a cores
Começou com a Reforma Agraria, com o tomar partido, com os movimentos de alfabetização de adultos, com as jornadas de trabalho voluntário.
E continuou mesmo quando a leste implodiram parte dele.
Quando aqui, com bastoes e mortes, destruiam pedra a pedra cada uma das coisas bonitas que haviamos construido.
E continua, nestes tempos de novo negros.
E vislumbra-se nos pequenos vislumbres de esperança.
Em vida, muitos quiseram matar Fidel.
Agora que morreu, querem matar-lhe o sonho.
Nao creio que o consigam.
Eu partilho-o
E sei que muitos outros, muitos, muitos mil, tambem partilham o sonho de Fidel.
segunda-feira, 21 de novembro de 2016
Não fosse tanta a dor dos que sofrem...
E apeteceria ironizar.
Na guerra que quase todos foram fazer na Síria não há bons e maus.
Só maus.
Ou não será assim?!
Pelos vistos não é e há mesmo, bons e maus.
Maus, são os Sírios e os que os apoiam.
Bons, são todos os outros com exceção dos primeiros.
Se as «notícias» falam do objetivo de reconquistar Mossul (Iraque) tudo decorre em perfeita harmonia, quase tipo guerra de Raul Solnado, onde não há vítimas civis, hospitais bombardeados, crianças a sair de destroços. As baixas são sempre altas patentes do exército islâmico.
Se, pelo contrário, o «teatro das operações» - o que eles gostam desta definição- se centra em Alepo, então é um rol de desgraças. Ninguém disse até hoje quantos hospitais terão existido nesta cidade, mas seriam muitos certamente já que quase diariamente a aviação russa e síria destroem um. Dos bombardeamentos destes, resultam sempre e exclusivamente vítimas civis e em grande número crianças e velhos.
Infelizmente, o que contamos diariamente são mortes, muitas mortes.
E porquê e para quê?
Imensos e imorais interesses estão por detrás desta mortandade.
Geopolítica, dirão os analistas.
Canalhices, digo eu.
Nunca fui à Síria (e lamento não ter tido essa oportunidade) assim como não fui e também lamento, ao Iraque, à Líbia, ao Líbano, à Palestina, mas sei pelo que li e pelo que me deram a ver, que ali, nas redondezas e berço da nossa Antiguidade, existiam cidades bonitas, marcas civilizacionais deslumbrantes e povos como os povos de que fazemos parte.
Há uns tempos, quando dos seus diretos de Paris, era para mim impensável vir a dizer qualquer palavra elogiosa ao jornalista Paulo Dentinho (por muito alinhamento com o «sistema») mas, depois da entrevista que tantos viram, digo-lhe obrigado de forma sentida, por ele ter conseguido mostrar um pouco dessa terra, por instantes, por breves instantes, sem estar manchada de sangue, bombardeada, destruída e por ter contribuído para perceber (pela isenção que demonstrou) uma parte dos porquês e dos para quê.
sábado, 19 de novembro de 2016
Sonho de uma noite de outono
Sonhei que, numa bela manhã deste sereno Outono, nem um cliente, nem um sequer, entrava em qualquer uma das lojas deste grupo que se prepara para mudar a sede social para a Holanda.
E durante todo o dia assim continuou a ser.
Nada.
Nada houve nesse dia para registar a não ser o registo da magnífica tomada de posição coletiva dos consumidores portugueses.
Louco. Sonho louco. Apressam-se a dizer.
Retribuo dizendo: loucos, comportam-se como loucos ou pior…
Ao burro, para comer erva seca, puseram óculos verdes para ele a ver verde.
A nós, nem precisam de nos pôr óculos, mas se tal se tornar necessário, eles farão uma «promoção» e todos compraremos os óculos.
Mas são todos iguais, dizem-me alguns com um ratinho na consciência. Pois deixariam de ser, pelo menos este deixaria de ser e bastava o meu sonho concretizar-se, por um dia, só um dia.
Querem adivinhar se todos continuariam a ser iguais depois desse dia?
Experimentem.
Por um dia só que seja.
quarta-feira, 16 de novembro de 2016
O comboio passante
Está viva a discussão sobre os malefícios da passagem do comboio no traçado proposto pela Infraestruturas de Portugal, no troço entre Évora (estação) e Évora Norte.
Este troço faz parte do Corredor Internacional Sul que visa ligar o Porto de Sines a Espanha e está integrado no Plano de Investimentos em Infraestruturas Ferrovia 2020.
O custo total estimado é de 626,1 milhões de euros e projeta-se a conclusão (traçado Évora /Fronteira – Caia) para o 4º trimestre de 2019.
Acreditando, em 2020, os eborenses poderão ir de comboio a Badajoz comprar caramelos.
Poderão mesmo?
Poucas são as vozes que anunciam a vertente de passageiros. Só se fala de carga e de carga passante entre Sines e Espanha.
Pois a ser assim, os benefícios para a cidade e para a região poderão cingir-se a…ver passar os comboios.
15 por dia, segundo declarações de responsáveis da IP, com 750 metros de comprimento (ena) e carregadinhos e rápidos. O plano já citado, refere que serão 51 comboios (uma pequena diferença).
Se não tem passageiros nem plataforma de carga para servir Évora e a região pois que vá passar longe.
Claro que o interesse não será a compra de caramelos (evidente ironia) mas sim a importância estratégica que o comboio poderá ter para a cidade e para a região.
Olhando só na perspetiva turística, ressalto duas possibilidades:
As praias do litoral alentejano passariam a ser as praias de fim de semana para muitos milhares de espanhóis que poderiam usar o comboio em detrimento do automóvel e acrescentar assim rapidez, comodidade e segurança na deslocação.
Muitos alentejanos, principalmente da raia, fariam o mesmo.
Cidades Património da Humanidade (Évora; Elvas; Mérida; Cáceres) passariam a estar ligadas por comboio, tornar-se-iam mais próximas e disso resultariam dinâmicas acrescidas de procura.
A existirem benefícios, sou de opinião que há lugar para a discussão e para a aceitação de medidas que possam ser de mitigação para os problemas que um projeto deste tipo acarreta.
Se não existirem e sabendo que eles existem para o país, pois que o «país» não sacrifique Évora e estude e aplique um traçado que se afaste da cidade e afaste esta dos inconvenientes de comboios passantes.
sexta-feira, 11 de novembro de 2016
O que Marx não disse...
Ou talvez tenha dito
Ele disse que o capitalismo acabaria por implodir minado pelas suas contradições internas.
O que são então as explosões que estão a ocorrer pelo mundo fora?
Para os analistas de alcofa, devotos de uma sebenta rançosa, são meros percalços de caminho, que o «sistema» depressa corrigirá.
Corrigirá de facto?
Algum dia quererão eles (os ditos) procurar saber o que se passa realmente?
Não creio e não anotei a mais pequena tendência para tal.
A pergunta mais honesta que se ouviu (a propósito da Trumpada) foi: «Como foi possível?»
Mas creio que subjacente, não estava a dúvida, mas sim a estupefação.
Pois fiquem sabendo que as explosões que se ouvem podem não ser mais que o culminar do processo de implosão da engrenagem.
Vocês, os analistas, ainda vão continuar com os vossos doutos saberes.
Tão doutos que nem se apercebem que quase só vocês se convencem da sua «bondade».
Mas
Marx parece ter esquecido de alertar para a gravidade dos danos colaterais.
E não o tendo feito, os desempregados, os sem direitos, as mulheres, os negros e todo um vasto leque de «desesperados» que votando Trump, contribuíram para mais uma deflagração interna, irão também ser vitimas – senão as primeiras – dos nefastos efeitos da explosão.
Mas será que não disse, que não alertou mesmo?
Uma releitura (sim, porque toda a gente leu Marx – se não, não citavam, não é verdade?) de 0 “18 de Brumário”, talvez se aconselhe.
quarta-feira, 21 de setembro de 2016
Bebam mais uma que pago eu
Soeiro Pereira Gomes dedicou «Esteiros» aos filhos dos homens que nunca foram meninos.
Com as salvaguardas por mais que evidentes, dedico este escrito de hoje aos boémios revolucionários que acordaram tarde para a revolução e que se entretêm dizendo mal dos que a fizeram.
Estes boémios revolucionários fazem quartel-general ali para os lados do Palácio do Barrocal, mais propriamente na esplanada que fica no seu átrio. Regam abundantemente as suas teorias e ao invés de pokemons caçam temas fraturantes.
Extinção de comandos, uso de pesticidas que queimam ervas, abundancia de ervas (por não uso do pesticida), cidade suja, grupos desportivos com dinheiros públicos.
São só alguns exemplos. Uns de natureza mais abrangente, outros bem locais.
Salta à evidência que estes boémios revolucionários estão em campanha eleitoral. E fazem-na, com a arte do que sabem fazer: dizer mal (principalmente de comunistas).
Agora é de novo o comboio. Que faz barulho, que corta a cidade. Que faz tremer as casas.
Évora não merece que o comboio aqui passe causando todos estes danos. Comboios nos centros de cidades só em cidades que em nada se podem comparar a Évora, como sejam Madrid, Barcelona, Lisboa, Porto, sei lá quantas mais.
Pois eu quero o comboio. Com medidas para atenuar ou eliminar consequências negativas (atrito, som, atravessamento da linha).
E quero o comboio «completo», ou seja, que por aqui não circulem só comboios de mercadorias, mas e também de passageiros e neste último caso com paragem e possibilidade de embarque e desembarque.
Porque eu quero ver passar (e parar) os comboios.
E vocês, boémios revolucionários, bebam mais uma que pago eu.
terça-feira, 30 de agosto de 2016
Regresso
O «espojinho» regressa e por agora vai focar-se (não em exclusivo) à cidade.
Sabe que é tema “arenoso”, mas assume os riscos.
O que agora por aqui é tema central, é o estado de limpeza (ou da sua ausência) de praças e ruas.
Nos borrões blogueiros do burgo estampam-se escritos que expressam as raivas e as frustrações diversas.
Num ou noutro caso, genuínas expressões de descontentamento.
E é no campo destas últimas que o «espojinho» se centrará, quer para as questões da higiene pública, quer para outras áreas.
A cidade está de facto suja. Os matagais abundam. As sarjetas cheiram mal.
As causas para tal situação serão várias. A autarquia centra-as exclusivamente na escassez de recursos humanos.
Tal escassez pode ser causa principal, mas outras razões existirão.
No que à autarquia diz respeito (no que concerne aos recursos humanos) poderá começar por avaliar gestão (p.e. : grandes equipas, ou áreas específicas sob responsabilidade de equipas mais reduzidas?), planeamento (p.e. horários, dias de descanso, férias), capacidade de motivação e o moral (não se entenda como “ a moral”).
Os recursos técnicos (máquinas) obviamente que estão condicionados pela escassez de recursos financeiros, mas devem ser priorizados investimentos nesta área.
Algumas questões “pequenas”:
Os contentores subterrâneos são solução ou são problema? Em sua volta é uma verdadeira imundice.
Os caixotes da Gesamb para a recolha selecionada não são uma aberração?
Os oleões deveriam imediatamente ser retirados e a Gesamb obrigada a reparar as zonas encharcadas de óleos que as circundam.
De certeza que não há uma viatura com problemas de estanquicidade? O rasto que fica nas ruas parece indicar a existência de problemas a esse nível.
Há fiscalização (na hora de fecho de restaurante e bares) quando arrastam sacos de plástico rotos deixando atrás de si um rasto de sujidade?
Se há, que penalizações foram aplicadas aos donos dos restaurantes e bares sitos na Alcárcova de Baixo (e limítrofes), na Praça Joaquim António de Aguiar, na Rua Nova?
O relvado da Praça Joaquim António de Aguiar virou parque canino? – Se sim, indiquem-no para evitar que as crianças brinquem naquele espaço que julgam verde e limpo.
Quantos proprietários de cães já foram autuados por força da conspurcação que deixam com os passeios noturnos que fazem?
Experimentam o período entre as 20 e as 22 na denominada estrada das piscinas.
Que medidas tomaram para controlar a praga de pombos?
O horário de recolha no CH é o melhor? Pelo menos nas zonas de bares e esplanadas deveria ser alterado.
A cidade está suja.
É preciso agir.
quarta-feira, 13 de julho de 2016
Autuações
As sanções nada mais são que revanche.
E assim sendo, não percebo as caras de pau, para não usar outra expressão, de Passos e Luis.
No mínimo parecem não ter vergonha alguma na cara.
Caladinhos, talvez alguns se esquecessem, mas assim?
A atitude deles, fez lembrar uma estória antiga, passada na minha terra.
Um soldado da GNR, zeloso e sempre disponível para apresentar serviço, ao ver que o pai se aproximava de bicicleta, logo se pôs impante à sua frente e mandou parar e apresentar documentos.
O velho, incrédulo, cumpriu.
O guarda, circundou, circundou e finalmente exclamou: Vou ter de o autuar, a luz da frente está fundida.
O velho balbuciou: mas é dia e bem claro e foste tu que me emprestaste a bicicleta.
O guarda ripostou no tom habitual com que os guardas ripostavam naquele tempo:
Nada de conversa. Está autuado.