segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

De volta?

 

Anunciou-se errante e errante tem sido.
Ponderei mesmo, dar a coisa por terminada, mas achei que talvez não fosse o momento apropriado: alguns julgariam tal atitude como abandono ou resignação e estas são atitudes que não partilho.
Mas, na introspecção feita, conclui (entre outras), que a causa para esta ausência também se deve à profusão de «aberrações» com que temos sido presenteados.
O «espojinho» vai continuar - até ver - e vai de certo, cada vez mais, refletir o desencanto crescente que sinto  sobre a evolução da condição humana (entendida esta no seu enquadramento biológico).
Como manifestação de interesse, explico que não entendo evolução numa perspectiva progressiva e entendo que da adaptação resultante da evolução podem resultar caracteres de comportamento que se situem em estádios mais atrasados.
A não ser assim - e que bom será se não o for - como explicar o regresso a padrões de comportamento que se aproximam dos primitivos  tipos: «salve-se quem puder?»
Dirão os «progressivos» que  é a consequência e não atitude assumida, já que é para aí que nos empurram.
Direi eu que sou «regressista»: e porque não reagimos contra quem nos empurra? Porque não derrubamos as barreiras que nos conduzem às celas?
Pela mesma razão que um homem, um cão e um cajado, conseguem disciplinar e apascentar tranquilamente uma manada.
Eu sei…eu sei… que há quem assim não procede, ai de nós se assim não fosse. Ovelhas negras, diz-se por aqui.
Mas olhemos para o cenário seguinte:
“Andam agora danados porque lhe vão tirar os subsídios. Quem me dera a mim que também mos tirassem, eu nem salário tenho” - Na barbearia, escutado de um jovem.
“Subsidio de inserção? Ponham-nos mas é a trabalhar…” - Na rua, escutado de uma senhora de aspecto e roupas miseráveis.
“Desempregados? Eles não querem mas é trabalhar, ouvido de um senhor com uma farda de segurança à porta de uma repartição pública.
E o relato poderia continuar infinitamente.
Expressões da miséria humana, dirão os «progressivos».
E que dimensão tem hoje a miséria humana?
As sondagens dizem que PSD e CDS continuariam com maioria absoluta.
Manuela Ferreira Leite - sem pestanejar - defende que os com mais de 70 se precisarem de hemodiálise que a paguem.
Os patrões e o seu ministro querem dispor dos trabalhadores como escravos.
Estranhamos?
As bestas sentem o rebanho a caminhar docilmente para o redil…
Claro que há quem vá derrubando baias…
Ovelhas negras.

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