quarta-feira, 18 de novembro de 2009

CUBA


Eu optara por uma vida frívola quando, por volta dos trinta anos, um acontecimento excepcional transformou minha vida: a Revolução.Foi então que tirei esta foto, de uma garotinha abraçada a um pedaço de madeira, em substituição à boneca que não tinha.Percebi que valia a pena dedicar um trabalho à revolução que propunha supressão de tais desigualdades.
Korda



Não vou garantidamente falar do que não conheço (embora o coração para aí me chame).
Vou falar do que oiço falar (creio que muitos nem sequer o fazem, ou seja; falam do que julgam que se devia falar).

Vem a propósito de uma notícia do jornal Público de hoje, em que é afirmado “anticastritas pagam milhões a congressistas americanos”.
Nunca estive em Cuba. Não conheço por isso Cuba.
Um amigo, diz-me que conhece (privilégio conseguido numa estada semi turística de 15 dias) e diz-me que não há liberdade e que o povo vive amordaçado, sem alegria…
E eu, que não conheço interrogo-me: e como é possível? Quase 50 anos de tirania e o povo, nada fez?
Será que o meu amigo conhece de facto e está na posse de todos os elementos, ou são só parciais os seus conhecimentos?
E os vizinhos e o bloqueio e a CIA e a baía dos porcos e guantanamo e os ataques biológicos e …
Porque compram os anticastritas o voto?
Se é tão clara a tirania e agora a agonia do regime porque gastam os inimigos de Castro o seu dinheiro?
Eu também posso ter dinheiro só para uns jeans e um par de ténis de marca, e uns óculos ray-ban (que não tenho) e os cubanos nem para isso… e alguns dos meus amigos, para além disso, têm descapotáveis e outros topos, mas quero viver de cabeça erguida.
Não será por isso que os Cubanos nada fizeram até hoje contra Castro?

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